terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Empresário é preso suspeito de vender armamento ilegal no Paraná

Um empresário foi preso na manhã desta terça-feira (11), em Cornélio Procópio, norte do Paraná, em uma operação do Ministério Público que investiga o comércio ilegal de armas. Dono de uma loja de armas e um clube de tiro na cidade, ele é suspeito de desviar e vender armamento ilegal. Mais de 100 armas foram apreendidas e os dois endereços do empresário foram interditados. A operação contou com o apoio do Exército Brasileiro e da Polícia Militar (PM). Além disso, outros 30 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos contra pessoas com registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), nas cidades de Sertaneja, Uraí, Santa Mariana, Jataizinho, Primeiro de Maio e Londrina. Segundo o promotor Guilherme Franchi, a investigação começou em 2022 e, a princípio, tinha o objetivo de combater o tráfico de drogas. Contudo, durante uma operação em 2023, o celular de um dos envolvidos foi analisado. Nele, estavam conversas com o empresário que identificavam o comércio paralelo e ilegal de armas e munições, conforme Franchi. "Do material apreendido, se chegou nesse CAC, que comprava munições ilegais do lojsta. Numa outra etapa da investigação, foram cumpridas buscas em relação a esse CAC e ao lojista. A operação de hoje é desdobramento dessas apreensões do CAC e do lojista que aconteceram em 2023. Era muito material, um celular com muita conversa, muitas situações ilegais e isso levou um certo tempo para ser analisado e organizar uma operação desse porte", disse o promotor. De acordo com o Ministério Público, o empresário preso também é CAC e ele tinha autorização para realizar a revenda das armas no comércio dele. Entretanto, o armamento negociado no esquema não tinha registro, por isso passou a ser investigado. Franchi explica que para ter acesso a nomenclatura de CAC é preciso se submeter a um rigoroso processo de credenciamento junto ao Exército. Só depois de aprovado, a pessoa passa a ter o direito de adquirir armas para atividades de tiro esportivo, caça ou coleção. "Mesmo assim, isso não dá direito ao CAC de portar a arma de fogo. Isso é crime. Além disso, se essas pessoas forem flagradas com armas ilegais, também podem perder o direito de portar o armamento legalizado ao CAC", explicou o promotor. À RPC, a defesa do empresário disse em nota que as armas e as munições possuem registro, e que ele tem autorização pra comercializar os itens. Ainda afirmou que demais detalhes sobre o caso serão manifestados durante o processo. (Rádio Web CP com conteúdo do g1 PR e RPC Londrina — Maringá).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Principal

Homem perde quase R$ 6 mil após cair em golpe com falso advogado pelo WhatsApp em Nova América da Colina

Um homem, de 46 anos, foi vítima de um golpe de estelionato na tarde de sexta-feira (31), em Nova América da Colina, no norte do Paraná. De...